Brincando com elástico

elástico

Hoje eu estava lendo algo na internet e me lembrei de uma antiga brincadeira, em que usávamos elástico, do tipo usado para colocar em roupas, para pular e fazer umas acrobacias em torno deles e das pernas de amigas, que serviam de apoio para os elásticos. Era um pula pra lá, pula pra cá, torce, distorce… E ainda tínhamos alguns nomes para cada tipo de manobra, como se brincar com elásticos fosse mesmo uma ciência.

Não consigo lembrar quem trouxe a mania para a escola e nem quando ela foi embora. Mas lembro muito bem do dia em que pedi dinheiro para minha mãe antes dela sair para o trabalho e fui, com minha amiga Daiana, no armarinho da esquina comprar elástico. O armarinho era grande e dividido em duas seções: o armarinho propriamente dito, onde se podia comprar botões, tecidos e uma variedade imensa de miudezas – tudo exposto em belos armários de madeira com grandes portas de vidro e balcões do mesmo padrão; e, no outro lado da loja, um armazém pequeno, onde se podia comprar café moído na hora e salame de cabeça (daqueles que ficam pendurados sobre o balcão e o cliente bate a cabeça quando se aproxima…).
Ah, como eu gostaria de morar perto de um armarinho assim hoje em dia… Este aí de cima chamava-se Casa Souza e fechou quando eu nem tinha chegado na adolescência ainda. Mas mesmo assim foi muito útil e serviu para muitos dos meus projetos crafts da infância. Eu gostava de ir até lá, nem que fosse para acompanhar minha mãe ou minha tia Iara e ficar olhando para todas aquelas portas de vidro, com caixas, caixinhas, peças de tecido e sabe-se lá mais o que belezas escondiam.
Galões, rendas, trancelim… e elástico em metro. Naquela tarde, Daiana e eu compramos muitos metros de elástico fino. Já em casa, um nó bem feito e nossos elásticos estavam prontos. Como éramos só duas e o elástico precisava de dois pontos de apoio, a solução era usar uma cadeira numa ponta, enquanto a amiga ficava em pé, com o elástico em volta dos tornozelos no outro lado. Para não dar briga, revezávamos e cada uma pulava durante um tempo.
Depois que ela ia embora, a saída para mim era usar duas cadeiras. Tirando o inconveniente de que, às vezes, uma das cadeiras caia no chão depois de uma manobra mais radical, tinha a grande vantagem de poder brincar o tempo que quisesse, sem precisar dar a vez. Eu usava velhas cadeiras remanescentes dos anos 70, que a minha mãe mantinha na garagem, para dias de festa em casa.
Talvez as meninas de hoje não achem mais graça em brincar com elásticos. Mas eu sinto saudades! Era divertido. Tão divertido quanto pular corda, brincar com io-iô ou com bambolê. Brincadeiras que faziam com que a gente sorrisse e cantasse, feliz da vida.

56 comentários sobre “Brincando com elástico

  1. bom eu sei uma e assim:cavalinho cavalinho cavalinho americano quem tem dente chupa cana quem nao tem come banana a,e,i,o,u e sei outra tambem e assim o:o tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem o tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o mesmo tempo que o tempo tem

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