Mantenha a sanidade nos momentos criativos

momentocriativo

Muitas vezes, quando a gente está costurando, desenhando, pintando, bordando ou inventando qualquer moda, acontece algo que acaba nos desencorajando. Ou a gente simplesmente perde o pique, desanima, acha que não está ficando nem perto do planejado… E aí é um tal de jogar o projeto de lado, de continuar sem a menor vontade e acabar fazendo algo sem graça, de desmanchar para tentar outro dia, de se achar uma crafter bem meia boca… Resumo da ópera: a gente perde a sanidade craft e se descontrola. Vai dizer que não acontece isso com você de vez em quando?

Comigo acontece, sim, e eu encontrei alguns truques para manter a sanidade mesmo nos meus momentos criativos mais insanos. Espero que eles funcionem para você também 😉

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1- Estar cercada de inspiração

Fotos, sites, tutoriais, livros, revistas, cartões postais, estampas de tecidos, cores… Isso se você é uma pessoa visual como eu. Se não, a inspiração pode vir de músicas, de comidas, de flores perfumadas… Tudo vale na hora de encontrar inspiração para o que você quer fazer. Muitas vezes, o processo criativo começa e se nutre de imagens e ideias (ou sons, cheiros, gostos, toques) que, a princípio, nem muita relação com o que você está querendo fazer.

É uma questão de manter a mente repleta de coisas que estão chamando a sua atenção. Na hora de colocar a mão na massa, tudo vai sair com mais facilidade. E o resultado vai ser mais parecido com o seu gosto no momento.

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2- A prática é, sim, muito amiga da perfeição

A gente detesta fazer algo que não dá certo. Eu sei, eu odeio começar a fazer algo e perceber, no meio do caminho, que não está funcionando como sonhado. Como resolver? Com prática. Se não ficar perfeito de primeira, tudo bem. Dê uma chance a você mesma. Tente de novo, quantas vezes for preciso.

Eu sei, o tempo é sempre curto e tentativas parecem sinônimo da tão temida perda de tempo. Eu disse parecem. Porque, a longo prazo, a gente percebe que todas as vezes que a coisa não deu lá muito certo, serviu para aprender um pouquinho. Mas eu também não acho que a gente tem que cair para aprender – o bom mesmo é aprender antes do tombo.

Então o melhor mesmo é estudar antes de começar. Como assim, estudar? Lendo tutoriais, lendo tutoriais, lendo tutoriais. E pesquisando para ver como outras pessoas fazem o que você está planejando fazer. Afinal, a prática e a experiência (dos outros também) ajudam muito!

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3- Divida o que você sabe

O mundo é cheio de pessoas egoístas, mesquinhas e gananciosas. Essas pessoas querem saber tudo, fazer tudo, ter tudo. Mas não gostam de contar tudo que sabem, por medo da concorrência. Você está acima disso, eu tenho certeza 😉 Então, mostre tudo que você sabe, sempre. Mostre tudo de belo e bem feito que você vê, além do que você mesma faz. A recompensa vira, tenha certeza.

Quando a gente compartilha, acaba sendo recompensada com boas ideias, com belas dicas, com tutoriais bacanas. Porque o mundo também está repleto de pessoas desprendidas, que não têm medo de dizer de onde vem a sua inspiração.

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4- Coloque o seu toque em tudo que você faz

Parece piegas? Talvez… Mas é triste simplesmente reproduzir um tutorial ou uma ideia, sem colocar nem uma gotinha de você no projeto. Por mais que a concepção inicial não seja sua, o que você está fazendo vai ser o seu trabalho e precisa ter a sua cara, de algum jeito.

Como fazer isso? Não sei, depende da sua personalidade. Para mim, ter a minha cara é ser feito a partir das minhas escolhas (de cor, de estampa, de detalhes, de “a mais” que coloco). Use as suas fontes de inspiração, pense no que faz seus olhos brilharem e deixe tudo mais parecido com você mesma.

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5- Saiba a hora de dar um tempo

Não, esta não é uma dica para briga de casal. Mas assim como em todo relacionamento afetivo, sempre que estiver se sentindo frustrada com um projeto, pare e dê um tempo para o seu cérebro absorver o que está acontecendo. Vá dar uma volta pelo quarteirão, tome uma chuveirada, faça um bolo de banana.

Depois volte, com a cabeça fria e as mãos dispostas a recomeçar, tomar outro rumo ou continuar pelo mesmo caminho. Na hora você vai sentir o melhor a fazer, garanto.

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6- Experimente o novo

Como todo ser humano que se preza, você deve ter aí, no fundo da sua mente, uma boa parcela de medo do desconhecido. Faz parte das nossas heranças ancestrais. Drible esse sentimento castrador e obrigue seu cérebro a experimentar coisas novas, nem que seja de vez em quando.

Você vai se surpreender com suas próprias criações e vai ter mais orgulho de dizer “fui eu que fiz!”, com aquele sorriso discretinho no rosto. Porque sair da nossa zona de conforto é desconfortável (perdoe o trocadilho infame), correr riscos nem sempre é divertido, variar pode demorar um pouco mais. Só que tudo isso também é obrigatório para que coisas novas possam surgir.

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7- Confie no seu taco, com toda a humildade

Contraditório, hein? Mas é a pura verdade: para gostar de verdade do que você mesmo faz, é preciso confiar na sua capacidade. Mas também é preciso ser humilde e ter consciência de que outras pessoas podem fazer melhor – e fazem. Aquela história de se achar a última bolacha recheada do pacote é mesmo um saco e não faz bem para ninguém.

Só não pode também se achar uma coitada. Porque se nem você gostar de verdade do que faz, quem vai gostar? Como em tudo na vida, tem que encontrar um ponto de equilíbrio. Nem Narciso, nem hiena Hardy. Só você, pacote completo.

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8- Não faça comparações inúteis

Ou vai dizer que você nunca resolveu comparar algo seu com algo alheio e achou que o da outra pessoa estava melhor? Bem-vinda ao clube. Então, nos seus momentos criativos, para evitar aquela sessão borocoxô, evite olhar para a grama ali do lado.

Uma coisa é você se inspirar, ganhar gás, se animar vendo o trabalho dos outros. Isso é saudável, útil, divertido, interessante. Outra bem diferente é só visitar blogs ou sites que acabam sendo deprimentes, por tirarem a sua energia. Afinal, quem se acha a última bolachinha também escreve na web. E muitas vezes a gente teima em clicar no endereço deles. Quando isso acontecer, sem piedade, clique no X e não pense em voltar em tão cedo. Sua auto-estima e seus crafts agradecem.

 

 

Para saber mais:

Narciso

Lippy the Lion and Hardy Har Har

Receita de bolo de banana

Para imprimir: receita de bolo de banana para bordar

43 comentários sobre “Mantenha a sanidade nos momentos criativos

  1. Olha Dani,
    Adorei tudinho que escreveste, muito bom mesmo, para não dizer genial!!!
    Disse tudo que se passa na nossa cabeça, na hora de criar! Nossa, são tantas as impressões, as opiniões, as críticas, os elogios meia boca, que muitas vezes acabam nos paralizando…
    Acho que todas as crafters tem que ler isto, dá a real da situação e nos conforta!
    Temos que ter tranquilidade e liberdade ao criar, isto só se consegue quando não se copia…acho que a inspiração em arte alheia é válida, mas imprimir o próprio estilo é fundamental!
    Abração,
    Jud
    Jud-artes.

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  2. Amei! Amei! Amei!!!!! Essas palavras caíram do céu! Melhor que uma sessão inteira de terapia, rsrs, obrigada por dividi-las, vou guardar esse post para ler em momentos down, parabéns! Por isso que esse blog é super.

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  3. Dani, o post ficou perfeito e cada palavra se encaixou direitinho no que eu estava sentindo e fazendo hehe Meu último projeto é uma boneca de pano para a minha filha. Lá fui eu passear por diversos tutoriais, fazer cabeça, desmanchar cabeça, achar horrivel e por fim, depois de “dar um tempo”, voltar ao projeto!!!! Termino essa semana… se tudo correr bem! Bjos.

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  4. Amei seu post!!! Realmente, tem dias que olho, olho e não sai nadinha!!!! E sou muito fácil de criar abuso, sabe? Então, quando o trabalho exige muita coisa repetitiva, tipo no ponto cruz, eu separo por partes e vou fazendo um pouco a cada dia ou determinado horário; assim, não canso de olhar pro gráfico! Já no scrap, vou fazendo uma página de cada vez e assim vou conseguindo terminar minhas artes!!! E as dicas são ótimas, valeu o compartilhamento conosco!!! bjk

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  5. Eita, parece que você adivinhou, acabei de fazer um passarinho que ficou com cara de dinossauro depois do meteoro, larguei tudo e vim dar uma fuçada em blogs e acabo lendo tuas dicas… algo me diz que devo voltar lá, desmanchar e tentar de novo, copiei?? hehehe, obrigada!!

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  6. Dani que saudades de vir aqui viu! Faço de suas palavras e assino embaixo. Tem que ter paciência com você mesma e saber reconhecer também o momento de se recolher nénão?
    Beijo grande e parabéns pelo´bacanerrimo post.
    yvone

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  7. Dani.
    Concordo com você e adorei a postagem.
    Todos podemos fazer algo, basta ter persistência e não ligar para inveja e para pessoas mesquinhas pois existem mais pessoas boas no mundo, acredito!
    Beijos,Kátima.

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  8. Oi Dani!
    Já faz um tempinho que acompanho seu blog, virou meio que um vício….todos os dias de manhã, antes de começar o lerê lerê do dia a dia(rsrs), dou uma passadinha aki pra ver a nova postagem. Só que não sou muito de escrever, pois ando meio atrapalhada com o tempo que tento dividir entre cuidar da casa, minha bebezinha de 10 meses e minhas “aventuras artísticas”, por isso nunca comentei nenhuma postagem. Mas hoje não resisti. Gostei muito das suas palavras, pois me fizeram me enxergar em muitas delas….e é boms aber q essas coisas não acontecem só com a gnt…Realizo algumas técnicas qe vc sugeriu e acabei de aprender outras q certamente vou utilizar… Já até imprimi o post e vou colocá-lo num lugarzinho bem estratégico no meu cantinho.
    Sou muito grata por poder contar com pessoas como vc q, mesmo sem saber quem vai ler os seus “escritos”, sempre capricha para q sejam úteis e feitos com todo o carinho q pode-se perceber ao lê-los.
    Obrigada!!
    Beijinhos da chará com “a”! =)

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  9. É, parece que sofremos das mesmas angústias e compartilhamos das mesmas idéias durante nosso processo criativo, né! Perfeita sua tradução disso em palavras. Muito obrigada pelas dicas, realmente é p/ imprimir, pregar no mural e reler sempre, como alguém aí comentou. Adorei!!!

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  10. Como me identifico! Volta e meia passo por esses momentos críticos, em que a sensação é de uma grande incapacidade – apesar dos anos dedicados, dos diversos trabalhos já feitos… E às vezes é tão crítico que eu penso se vale a pena continuar. Boa hora pra dar a sugerida voltinha e fazer o bolo – ou panquecas, que eu adoro, rs. Lidar com criatividade – matéria prima volátil e involuntária – é extremamente realizador, mas também acaba nos deixando mais exigentes com nosso desempenho. Canso de rabiscar idéias que não saem do papel por N motivos. Muitas vezes por culpa da minha ansiedade, que atropela etapas e resulta em frustração. Também por achar que não valem à pena sequer ser testadas, ou por puro comodismo – mesmo o de querer estar o tempo todo a mil, com novas idéias jorrando da ponta dos dedos, e se tocar que as coisas não são bem assim, pelo menos pra boa parte dos mortais, rsrs.

    Equilíbrio, paciência, dedicação. E aceitação também. Nem sempre é fácil, mas é possível. Deixar a cabeça livre de fardos desnecessários abre espaço para percepções e sensações bem mais divertidas e prolíficas. E o resto vem por consequência.

    Beijos, obrigada e uma ótima semana 🙂

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