Para pensar: quando menos é mais

tecidos

Um dos itens da minha enorme lista de coisas para fazer para as festinhas de aniversário do meu filho – vão ser duas, uma no colégio e outra na casa dos meus pais – era costurar calças de tecido, para ele usar nas duas datas especiais. Escolhi, por isso mesmo, tecidos bacanas, que estavam guardados há tempos. À medida que ia cortando, passando, alinhavando, medindo e costurando, me dei conta de que estava tendo, ao vivo e em cores, uma experiência comprovadora de que menos pode ser mais, sim. Como? Só escolhi tecidos de qualidade, quase todos importados do Japão, para costurar as calças. Tecidos mais caros, que eu tenho em menor quantidade do que os nacionais, baratinhos.

O resultado da costura, claro, me levou a pensar nessa história de “menos é mais”. Com tecidos muito bons, todo o trabalho de costura é facilitado. Fica mais rápido, mais fácil e com um produto final mais bonito. Não só pelas estampas interessantes, mas também pela qualidade da matéria-prima. Óbvio, tecido importado custa mais caro do que o nacional. E aí entra a minha teoria: se o tecido importado é mais caro, mas muito melhor, eu prefiro ter menos tecido em casa, para ter um produto melhor. Perco na quantidade, mas ganho, muito, na qualidade. Do pano, do trabalho, da peça pronta.

Estou usando exemplo do tecido, embora acredite que o raciocínio valha para todas as esferas da vida: restaurante, roupa, sapato, móvel… É sempre mais agradável ter poucas peças de qualidade, do que muitas vagabundas.  É sempre mais gostoso comer uma vez por semana num restaurante gostoso, do que todo dia num prato feito. Porque as boas sensações são qualitativas.

As calças não estão totalmente prontas ainda, porque me empolguei e acabei decidindo  fazer várias. Mas quando terminar, mostro aqui, para você ver como ficaram!

 

(Na foto, antiga, minha coleção de tecidos, enfeitada pela coleção de kokeshis carretel e pela máquina de costura de madeira – ambas pintadas pela minha amiga Fabi Sehnem).

11 comentários sobre “Para pensar: quando menos é mais

  1. Também concordo. Outra coisa legal é que ele terá peças exclusivas, feitas com muito amor e carinho pela mãe, e isso não tem preço… Também estou querendo fazer algumas peças para o meu filho de 2 anos, porém não tenho muita experiência… Sugiro que você post as fotos para vermos o resultado e, se possível, o molde utilizado… Bjos

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