O frio, o sol, o desapego e a mágica da coisa toda

umbrellas in the sky

Não é comum eu escrever títulos de post tão enigmáticos quanto o de hoje. A exceção se deve ao fato de que estamos tendo dias ensolarados aqui no outono inglês, o que é simplesmente delicioso quando está frio. É impressionante o quanto um dia frio e ensolarado pode ser reconfortante para a alma. Ao menos para uma alma como a minha, que gosta de frio e sempre esteve acostumada com ele, mesmo quando morava no Brasil. E o desapego e a mágica? Bom…

umbrellas in the sky

O desapego, para mim, é como um dia de frio ensolarado. Faz bem para a alma, de um jeito que é difícil de explicar. Porque se você pensa muito no desapego, acaba que está encontrando um jeito de continuar apegado em algo – nem que seja no falar sobre esse algo. Então quando alguém me fala em desapego é que eu me lembro do assunto. E muita gente tem me falado sobre isso nos últimos dias.

umbrellas in the sunny sky

Que gostariam de ser desapegadas como eu ou que não entendem como eu posso ser tão desapegada ou que não entendem como eu não estou com vontade de voltar para o Brasil… E eu acho difícil explicar o quanto nada dessas coisas está na minha cabeça no momento. Porque eu simplesmente não estou pensando em nada disso, a minha vida continua aqui, com o seu novo ritmo e as coisas novas. Sem chance de ficar lembrando do que já passou. Porque não dá tempo, não interfere em nada, não faz mais diferença.

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É exatamente como o ciclo natural do clima. Antes de ontem choveu, ventou, fez frio. Mas ontem o sol estava tão lindo que foi impossível pensar em qualquer outra coisa. Hoje, apesar do sol estar mais tímido, continua fazendo com que não se pense no passado. Do mesmo jeito que acontece com todo o resto, pelo menos para mim.

umbrellas in the sunny sky

Uma porta fechada pode ser encarada como uma perda ou como um mundo aberto de possibilidades. Depende de que lado dela você decide ficar. No meu caso, não se trata nem de decisão consciente. Meu cérebro funciona assim. Ele se recusa a ver a porta fechada, porque o mundo aberto é muito mais interessante e deixa a curiosidade solta.

umbrellas in the sunny sky

O que não quer dizer que as nuvens não apareçam, aqui e ali. Que a chuva não caia forte de vez em quando. Não importa, porque sempre se pode abrir uma sombrinha e continuar a caminhada. As intempéries do tempo são iguais às da vida. Sempre chegam ao fim, sempre dão espaço para a mudança. E deixar coisas materiais para trás é mais ao menos como perder uma sombrinha colorida no vento. Há sempre uma beleza tão grande na cena, que você pode olhar para ela e esquecer da perda em si. É onde a mágica vive.

8 comentários sobre “O frio, o sol, o desapego e a mágica da coisa toda

    • Eu adoro essa expressão, Fabiana! Principalmente porque às vezes a gente precisa ler algo assim, que combina com o nosso momento, né?
      Fico feliz que você tenha se identificado 🙂 Eu é que agradeço pelo seu comentário!

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