Broche de ponto cruz

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Eu tenho essa compulsão por broches. Se for de flor, então… Meus favoritos são os vintage, mas os feitos a mão também têm lugar cativo por aqui. Daí que eu tenho alguns desses botões que eu forrei com um tecido bordado e tinha uma daquelas canetas com uma flor de solicone na ponta. Usei a base da caneta para colocar uma flor de crochet e fiquei com a flor. Não podia deixar a flor lá, sem uso. Então lembrei dos botões que eu estava querendo usar e um broche nasceu em menos de 10 minutos.

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Valentine’s Day tags bordadas em ponto cruz

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Honestidade em primeiro lugar: eu não bordei essas tags pensando em Valentine’s Day. Fiz antes do Natal, para decorar uma parte da casa no melhor estilo Scandinavian. Mas fiz mais porque adoro bordar em papel do que por qualquer outra razão. E daí que quando guardei a decoracação natalina, não guardei as tags e agora elas estão no clima do próximo domingo – Valentine’s Day por aqui.

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Colares bordados (e um broche que caiu neste post de paraquedas)

colar bordado

Eu tenho andado bem ocupada por aqui…rsrsrs Mas também encontrei tempo para fazer uns colares fofos. Eu sei que fui eu que fiz e que parece aquele papo de que “já que ninguém gaba…” Mas a verdade é que estou in love com os meus colares novos e não só porque eu que fiz. São tão a minha cara que eu os teria comprado prontos, se tivesse achado para vender. Começando pelo de árvore. Porque eu adoro árvores e precisava de um colar de árvore há muito tempo!

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Capa de iPhone 5 bordada em ponto cruz

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Lembra que eu mostrei uma outra capa de celular e disse que aquele lá estava com os dias contados? Pois é, já faz um tempão que estou usando esse iPhone e já faz um tempão também que bordei essa capinha em ponto cruz para ele. Finalmente hoje, enquanto organizava minhas fotos, encontrei algumas para poder mostrar aqui. O gráfico foi uma criação minha, inspirada naqueles gráficos antigos, comum em revista vintage.

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Ponto cruz gigante

ponto cruz gigante

Quem acompanha o BananaCraft sabe que eu sou fascinada por jeitos alternativos de bordar ponto cruz – não na técnica, mas nos materiais e em novas possibilidades, mais contemporâneas e inusitadas. Por isso, quando descobri, totalmente por acaso, o trabalho da diretora de arte norte-americana Jessica J. D. Decker, foi paixão instantânea. Pelo estilo, pela descontração e pela inspiração enorme que está sendo pra mim.

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Interview: Paty Pujol

Brasileira morando na Espanha, Paty Pujol não é uma crafter por profissão, mas por opção. Ela borda ponto-cruz e faz aplicações em camisetas porque adora. E é por isso que ela é a entrevistada de hoje: porque é uma bordadeira talentosa, que borda por puro prazer!

-Nome:

Patricia Gobo Pujol

-Profissão:

Contadora de formação, hoje dona de casa por opção.

-Página no Flickr:

http://www.flickr.com/photos/umacoisaeoutra

-Desde quando você borda?

Conheci o ponto cruz com 12/13 anos, não me lembro o certo. Lembro que era uma coisa gratuita que tinha no bairro onde eu morava e sei que quem bancava era a LBV. As duas professoras eram amigas da minha família e junto com uma prima fiz aulas por um bom tempo, 1 vez por semana. Lá aprendíamos de tudo, mas o que mais me marcou foi o ponto cruz. Lembro perfeitamente que o meu primeiro trabalho em ponto cruz foi um caminho de mesa, como era uma menina na época a cor escolhida foi o rosa. Tenho até hoje esse caminho de mesa, mas confesso que nunca usei, tenho ele bem guardado como uma grande recordação da minha infância. Lembro que foi bem passageiro o ponto cruz na minha vida nesta época. Uns 10 anos depois vi minha mãe e a minha prima bordando, aí a vontade despertou dentro de mim, fui correndo comprar o material e fiz uma toalha de bebê para o irmão de uma amiga. Quando me mudei para São Paulo, a internet foi um meio de me distrair e nisso acabei encontrando grupos de bordado no Yahoo. O primeiro que eu comecei a participar foi o Love Quilts, um projeto onde voluntárias bordam blocos com o tema escolhido por uma criança (essa criança tem um problema de saúde) e depois de vários blocos bordados, eles se transformam em um lindo acolchoado. Participei muitos anos deste grupo, onde fiz grandes amigas e tive o prazer de participar da entrega de um acolchoado que foi a coisa mais emocionante que me aconteceu relacionado ao ponto cruz. Hoje, estou afastada por falta de tempo para me dedicar aos bordados. Também faço parte de um grupo chamado Linha & Agulha que está completando 6 anos de vida em julho e que acontece anualmente um encontro com as bordadeiras. Hoje tanto eu quanto algumas amigas consideram o grupo como parte da nossa vida, faz parte do nosso dia a dia. Estou nesse grupo desde o primeiro dia de vida dele, graças a coordenadora e nós é claro, cada dia que passa é mais gostoso fazer parte dele, pois além de ser um lugar onde falamos de tudo, também é uma escola, aprendemos de tudo ali.

-Por que decidiu bordar ponto-cruz?

Eu não decidi, isso aconteceu na minha vida. Depois dos 10 anos afastada das agulhas e linhas, hoje te digo que não passo um ano sem bordar algo, nem que seja algo pequeno.

-Que outros tipos de craft você gosta de fazer?

Tudo o que eu passo fazer com as mãos com linha, agulha e tecido. Ano passado uma amiga me ensinou a fazer aplicação com tecido e amei. Faço aplicações em camisetas. Também comecei a fazer patchwork, mas por causa da mudança de país, não tive a oportunidade de terminar o curso, mas pretendo voltar a fazer aulas de patchwork por aqui, só não me organizei para isso ainda.

-Na sua opinião, em qual tipo de craft as brasileiras se saem melhor?

É difícil falar, pois eu vejo cada coisa linda feita por aí. Eu acho que tudo o que se relaciona à costura, eu acho que as brasileiras fazem de melhor, principalmente o patchwork. Essa técnica você pode associar com muitas outras artes e é muito gostoso de ver isso.

-Você tem um craft room?

Infelizmente, não. Mas para o que eu faço não vejo necessidade, pois quando estou bordando ou fazendo uma aplicação, geralmente estou assistindo tv, nem que seja um desenho animado com a minha filha, as vezes até a convido para assistir um filme comigo, ela adora, pois apesar de eu estar fazendo algo, consigo acompanhar o desenho e dar atenção para ela.

-Você compra muitas revistas de ponto-cruz?

Já comprei muita, hoje me controlo, pois tenho muitas revistas que nem com 100 anos de vida vou conseguir bordar metade dos gráficos que me agradam. Hoje eu compro revista se realmente me agrada.

-Em que tecido você prefere bordar?

O que me agrada é o Aida, um etamine importado, mas esse eu uso somente para fazer algo bem especial, por exemplo, um quadro eu nunca bordaria num etamine nacional, pois os “xizinhos” infelizmente não ficam tão uniforme e bordar um quadro dá trabalho, acho justo pagar um pouco mais no etamine importado. Nacional eu só uso do da Karsten, na minha opinião é o melhor que tem.

-Quantas horas por dia você dedica a projetos craft, em média?

Não me dedico ao craft todos os dias, infelizmente. Não tenho tempo para isso, mas acredito que durante uma semana umas 18/20 horas.

-Do que você mais sente saudades no Brasil, fora família e amigos?

Sinto saudade de passear pela 25 de março, sem dúvida nenhuma.

-Que tipo de bordado você adora e qual você não gosta muito?

Que pergunta difícil…. bom, o bordado tem que me conquistar em primeiro lugar, se eu gosto não vejo nem o grau de dificuldade, encaro sem problema nenhum e termino, pois sei que sou capaz e dou conta do recado. Eu particularmente gosto muito dos gráficos country, sou apaixonada pelos gráficos do Michael Powell e adoro os gráficos Precious Moments, gráficos infantis. Um motivo que eu nunca bordaria é quadro de paisagens e de animais… acho bonito, mas não para eu bordar.

-Qual material você prefere usar?

Etamine tem que ser o Aida ou o Karsten como já disse acima e as meadas sem dúvida prefiro as da marca DMC.

-Se tivesse que escolher apenas um modelo de bordado para levar para fazer em uma ilha deserta, qual seria?

Acho que os do Michael Powell.

-Qual país você acha que tem mais a ver com crafts?

Crafts em geral? Acho em todos os países tem o seu toque, tem o seu jeito de “tratar” o craft, mas eu penso que nos Estados Unidos a oferta de material é bem maior, tanto de variedade como de preço. Faz muito tempo que não vou pra lá, mas todas as viagens do meu marido a trabalho neste país, ele voltava carregado de coisas para mim.

Para ver mais:

-Página da Paty Pujol no Flickr

Love Quilts

Linha & Agulha

Michael Powell

Sachês com monograma em ponto-cruz

Este tutorial é para quem gosta de coisas antigas, como só o tempo e a paciência de antigamente eram capazes de produzir. Perfumado com cravo-da-índia e canela, personalizado com o monograma e arrematado por botão de madeira com laço. Detalhes retrô que dão romantismo a coisas triviais. A idéia surgiu quando uma querida amiga, Marcela Catunda, me mostrou umas fotos japonesas de monogramas em ponto-cruz.

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